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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como explicar o conflito no Norte da África e no Oriente Médio

Esta é uma matéria da Revista Nova Escola, e explica de forma fácil e suscinta sobre os últimos ocorridos quanto a queda de Ditadores nos países do Norte da África.
Em sala de aula os alunos tem questionado bastante sobre o assunto, creio que seja uma ótima oportunidade para além de explicarmos o que vem ocorrendo resgatarmos as histórias desses países.



“Tudo começou em dezembro de 2010, na Tunísia, quando um jovem ateou fogo ao próprio corpo após a polícia fechar sua fonte de renda, uma banca de frutas e verduras. O caso, potencializado por denúncias de corrupção do governo, deflagrou uma onda de levantes populares contra o desemprego, a pobreza e a inflação galopante. Em 14 de janeiro, o presidente Zine Al-Abidine Ben Ali (no poder desde 1987) deixou o país.


Com o sucesso do evento, outras manifestações eclodiram em terras do norte da África e do Oriente Médio. No Egito, a nação mais influente da região, 18 dias de protestos foram suficientes para que, em 11 de fevereiro, o general Hosni Mubarak (presidente no poder havia 30 anos) também deixasse o território e o cargo. Os militares, que se recusaram a lutar contra os civis, assumiram o governo interinamente e ainda devem influenciar o processo de transição.


Na Líbia, os protestos estouraram no mesmo embalo. A população local clamava pela queda do ditador Muamar Kadafi, que mobilizou tropas militares para sufocar a ação dos rebeldes (até o fechamento desta edição, o país vivia uma guerra civil e era alvo de ataques aéreos internacionais).


O efeito dominó, que começou na Tunísia, alcançou Egito e Líbia e impulsionou a situação de tensão e os protestos em vários países do entorno teve um componente especial. "Embaladas por um sentimento de igualdade, as pessoas pensavam: ‘Se foi possível em Túnis e Cairo, por que não aqui?’", explica Marcelo de Souza, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Conhecer esses fatos é importante, mas insuficiente: os estudantes precisam saber como analisar o cenário criticamente”.

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