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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Colônia de Povoamento X Colônia de Exploração


Ao falarmos realizarmos comparações entre as Colonizações na América nos deparamos sempre com a defesa diferentes tipos de colonização que definiriam a riqueza ou pobreza das nações atualmente. Dessa forma Colônia de Povoamento seria a Nova Inglaterra, que teriam chegado ao Norte da América com o intuito de fazer crescer a Nova Terra, por isso voltaram-se ao mercado interno e rejeitaram o latifúndio. Já a Colônia de Exploração corresponderia a àquelas em que os colonizadores tinham apenas o intuito de enriquecer e retornar para a Metrópole eram voltados ao mercado externo e ao latifúndio.
Observe o a análise publicada pela editora contexto através do texto “História dos Estados Unidos” sobre esse assunto, pode ser uma ótima comparação para ser realizada em sala de aula.

Um dos aspectos que contesta várias ideias sobre a colonização da América, é que a ibérica foi, em quase todos os sentidos, mais organizada, planejada e metódica que a anglo-saxônica. Caso atribuamos valor à organização, é inegável que a colonização ibérica foi muito "melhor" que a anglo-saxônica.
Na verdade, só podemos falar em projeto colonial nas áreas portuguesa e espanhola. Só nelas houve preocupação constante e sistemática, quanto às questões da América. A colonização da América do Norte inglesa, por razões que veremos adiante, foi assistemática.
No século XVII, quando a América Espanhola já possuía universidade, bispados, produções literárias e artísticas de várias gerações, a costa inglesa da América do Norte era um amontoado de pequenas aldeias atacadas por índios e rondadas pela fome.
A Península Ibérica enviava ao Novo Mundo homens de toda espécie. Dentre os primeiros franciscanos que foram ao México, por exemplo, estava Pedro de Gand, parente do próprio imperador da Espanha. No Brasil, a nova e entusiasmada ordem dos jesuítas veio com o primeiro governador-geral. Imaginar o Brasil povoado só por ladrões e estupradores é tão falso como supor que apenas intelectuais piedosos foram para as 13 colônias.
Decorridos cem anos do início da colonização, caso comparássemos as duas Américas, constataríamos que a ibérica tornou-se muito mais urbana e possuía mais comércio, maior população e produções culturais e artísticas mais "desenvolvidas" que a Inglesa. Nesse fato vai residir a maior facilidade dos colonos norte-americanos em proclamarem sua independência. A falta de um efetivo projeto colonial aproximou os EUA de sua independência. As treze colônias nascem sem a tutela direta do Estado. Por ter sido "fraca", como veremos adiante, a colonização inglesa deu origem à primeira independência vitoriosa da América. Quando a Coroa Britânica tentou implantar um modelo sistemático de Pacto Colonial, o resultado foi o desastre. Em suma, quando Londres tentou imitar Lisboa, já era tarde demais.
O mundo ibérico dá a idéia de permanência. Construir e reformar ao longo de três séculos uma catedral como a da cidade do México não é atitude típica de quem quer apenas enriquecer e voltar para a Europa. A solidez das cidades coloniais espanholas, seus traçados urbanos e suas pesadas construções não harmonizam com um projeto de exploração imediata. O europeu que viesse para a América, em primeiro lugar, deveria ser de uma coragem extrema. Uma vez aqui, sua volta tomava-se extremamente difícil. Em pleno século XIX, Simón Bolívar, membro de uma das famílias mais ricas e ilustres da América, teve dificuldades em obter licença para estudar na Europa. E óbvio que a atração das riquezas da América foi forte. Porém, poucas pessoas tinham liberdade para ir e vir nas Américas. No limite do cômico, aqueles que apelam para a explicação de colônias de povoamento e exploração parecem dizer que, caso um colono em Boston, no século XVII, encontrasse um monte de ouro no quintal, diria: "não vou pegar este ouro porque sou um colono de povoamento, não de exploração; vim aqui para trabalhar não para ficar rico e voltar". Quando os norte-americanos encontraram, enfim, ouro na Califórnia e no Alasca, o comportamento dos puritanos não ficou muito distante dos católicos das Minas Gerais. A cobiça, o arrivismo e a violência não parecem muito dependentes da religião ou da suposta "raça". Em se tratando da colonização ibérica, devemos seguir o conselho da historiadora Janice Theodoro da Silva: "desconfiar da empresa e degustar a epopéia". A epopéia incluiu a exploração mercantilista, mas não se reduziu a ela. Não é, certamente, nesta explicação simplista de exploração e povoamento que encontraremos as respostas para as tão gritantes diferenças na América. Entender a especificidade das colônias inglesas na América do Norte significa falar da Inglaterra moderna".   O debate sobre o tema pode ser bem produtivo em sala possibilitando a capacidade organizar dados e desenvolver argumentos, mas com certeza poderá ir bem mais além, por isso aproveite a oportunidade de conhecer as ideias de seus alunos, partindo do que já conhecem para inserção ao tema. Sugiro que comecem a introdução comentando sobre as situações dos países, questionando como as pessoas vivem no âmbito socioeconômico e estimule-os a encontrar razões. Depois poderá partir mostrando-lhes o que as pessoas tradicionalmente defendem (Exploração X Povoamento), então poderá ir construindo sua aula de forma bem interessante, tomando os caminhos que se adequem de forma mais eficiente a sua classe.                                                                                                                  Texto(História dos Estados Unidos) na íntegra disponível através do endereço abaixo: http://www.editoracontexto.com.br/produtos/pdf/HISTORIA%20EUA_CAP1.PDF – (último acesso em 15/04/2011 às 16h40).

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